
Uma baita vitória em um baita jogo. E melhor ainda, não só em um jogo qualquer, mas um clássico. Contra o time mais celebrado do país. E ainda, foi incontestável sob o ponto de vista técnico. Apesar dos reclames santistas contra a arbitragem e mesmo com o gol duvidoso de Marquinhos anulado. Um jogo entre meninos e homens. De um lado, a poesia santista. Do outro, a maturidade corintiana.
O Corinthians começou a ganhar o clássico na escalação. Ciente do baile que havia levado na Vila pelo Paulista, Mano Menezes optou por povoar o meio-campo com a entrada de Bruno César e Danilo. A tática deu certo. A ponto de o time alvinegro inaugurar o marcador com menos de dois minutos de jogo. Jorge Henrique pegou rebote de bola mal rebatida por Felipe e abriu o placar para delírio dos mais de 30 mil presentes ao Pacaembu.
A incisiva postura corintiana assustou os santistas. Afinal, para ganhar do Santos era preciso jogar. E ousar.
Neymar e Ganso quase não eram vistos em campo. Ralf e Elias faziam uma partidaça. Aos 15, o Corinthians quase ampliou em bola que explodiu no travessão santista em cabeçada de Jorge Henrique. O Pacaembu fervilhava àquela altura.
Mas aí o Santos se encontrou. E passou a jogar melhor a ponto de perder gols e de merecer o empate. Tanto que Chicão teve de salvar gol certo de Neymar. Um pouco antes, teve também o polêmico gol anulado de Marquinhos.
O clássico guardaria o melhor para o segundo tempo. E logo no começo, André empatou e saiu para a dança. O jogo pegou fogo. No lance seguinte, Bruno César colocou o Timão na frente de novo.
O Corinthians voltou melhor. E abusava das jogadas pelas laterais do campo, aproveitando a deficiência santista no setor. Aos 21, Ralf fez um golaço como se fosse centrovante, com calma rara para um volante. Três a um no Pacaembu e, dessa vez, quem dançava e pescava era o Corinthians.
Mádson, que havia entrado no lugar do apagado Neymar, conseguiu perder gol feito que colocaria ainda mais fogo na partida. Aos 41, Paulinho fez o quarto de cabeça em cruzamento perfeito de Roberto Carlos. O Corinthians assombrava e goleava o Santos.
Aos 42, Marcel ainda descontou para o time da Baixada. Mas não houve tempo para reação. Uma exibição corintiana para lá de empolgante. O time de Mano já era líder, mas não empolgava. Na tarde de hoje, não se pode dizer o mesmo.
* crédito da foto: Agência Estado